HISTÓRIAS DO TERROR – Nelmon J. Silva Jr.

HISTÓRIAS DO TERROR

STORIES OF TERROR

 

 

SILVA JR., Nelmon J.1

 

RESUMO: Dados históricos sobre atividades terroristas.

PALAVRAS-CHAVE: Terrorismo. História.

 

ABSTRACT: Historical data on terrorist activities.

KEYWORDS: Terrorism. History.

 

No programa de extensão universitária que participo no Centre for Terrorism and Counterterrorism (CTC) at Leiden University – Faculty Campus The Hague (Holanda), entendi a razão pela qual devemos dar particular atenção ao estudo da história do fenômeno atualmente conhecido por terrorismo.

 

O início desse fenômeno deu-se desde o fim do século retrasado2, porém para fins de estudos acadêmicos, teremos como marco inicial o final da década de 50 e o início da década de 60, onde os grupos ligados a estas práticas criminosas adotaram técnicas advindas do que alguns estudiosos chamam de Teoria do Conflito3. A violência política foi estudada naquela época como Estudo do Terrorismo, justificando assim o nome atualmente adotado ao fenômeno.

 

Como exemplo de grupos ligados a tais práticas fenomenológicas posso citar a organização extremista esquerda chamada Weather Underground, que começou em um campus universitário da América do Norte; o grupo Rote Armee Fraktion, ativo na Alemanha4; a Brigada Vermelha italiana, que fez refém Alberto Moro5; o Exército Vermelho japonês, responsável, dentre outros, pela tomada da Embaixada francesa em solo holandês (1974). Relembro que a mútua cooperação do Exército Vermelho japonês e Grupos Esquerdistas palestinos, resultou numa série de ataques terroristas na Europa, e particularmente na cidade-Estado de Cingapura, no sudeste asiático.

 

Prossigo citando o IRA (Exército Republicano Irlandês), que centralizou sua luta no Reino Unido; o ETA, grupo separatista basco na Espanha; os Tigres Tamil, com atuação na Índia e no Sri Lanka; a FLN (Frente de Libération Nationale, da Argélia); a Irgun (grupo sionista militante que lutava contra a autoridades britânica governante do que hoje chamamos de Israel e Palestina); e alguns grupos islâmicos, como Hamás e Hezbollah, além do partido político Al Qaeda6.

 

Se observarmos o desenvolvimento dos estudos relacionados ao terrorismo, iniciados nos anos 60, contávamos, naquela época, com raros estudiosos; em seguida (nas décadas de 70 e 80), houve um crescimento no número destes, seguido do seu declínio na década de 90, culminando com a explosão quantitativa (e também qualitativa) após os ataques de 11 de setembro.

 

Atualmente, existem três principais formas de abordagens quanto ao estudo do fenômeno terrorismo. A primeira delas é a abordagem racional ou abordagem instrumental. Esta abordagem tenta entender o terrorismo e seus seguidores como ações racionais, que desejam alcançar determinado resultado/objetivo político, tendo suas atividades voltadas a ataques, os quais são seu próprio instrumento. Martha Crenshaw7, foi um dos primeiros estudiosos a adotar a abordagem racional ao estudo do tema.

 

A segunda abordagem teórica é a adotada pela psicologia social, tendo como destaque os estudos realizados por Jerrold Post8, focado no pensar e agir dos indivíduos e/ou grupos; e a terceira abordagem, conhecida como abordagem multicausal, que tenta explicar as complexas atividades terroristas sob diferentes e variadas causas, e consequentes formas.

 

Sabemos que existem inúmeras maneiras (metodologicamente diferentes) para estudar o fenômeno terrorismo, porém, por consenso acadêmico chegou-se a cinco pressupostos quanto à conclusão relacionada ao tema9 (das quais discordo parcialmente):

 

  • O terrorismo é causado pela pobreza;

  • os terroristas são loucos;

  • o terrorismo é cada vez mais letal;

  • o terrorismo é predominantemente anti- ocidental;

  • e o terrorismo é bem-sucedido

 

Entendi (através de incontestáveis exemplos concretos estudados), que conhecer a história que cercam os grupos/indivíduos ligados às atividades terroristas, e contando com as devidas e necessárias informações sigilosas advindas das agências de inteligência, referentes a tais práticas, permitem aos cientistas da matéria, utilizando-se dos conhecimentos científicos até aqui acumulados10, minimizar (os efeitos de) futuras ações terroristas. Portanto, comprovei pela experiência europeia adquirida, que incentivar a produção do conhecimento científico nesta nevrálgica área do saber humano, é indispensável a qualquer Nação, inclusive por resguardo de sua Soberania, razão pela qual torna-se mais do que necessário o prévio conhecimento histórico do fenômeno estudado, visando preveni-lo, ou em pior vértice, combatê-lo.

1CIENTISTA E ESTUDIOSO DO DIREITO (PROCESSUAL) PENALCV Lattes:http://lattes.cnpq.br/7382506870445908

1.MANTENEDOR DOS BLOGS CIENTÍFICOS:

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2. CIENTISTA COLABORADOR: Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (Portal de e-governo) http://www.egov.ufsc.br/portal/Glocal University Network http://www.glocaluniversitynetwork.eu/ (ITA) – Universiteit Leiden (HOL) http://www.leiden.edu/

3. MEMBRO: Centro de Estudios de Justicia de las Américas – CEJA (AL); Instituto de Criminologia e Política Criminal – ICPC; Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – ABRACRIM; Associação dos Advogados Criminalistas do Paraná – APACRIMI; International Criminal Law – ICL (EUA); National Association of Criminal Defense Lawyers (EUA).

4. MEMBRO FUNDADOR: Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifícios do Paraná/PR; e AINCOFAPAR (Conselheiro Jurídico), Associação Bragantina de Poetas e Escritores

5. COLABORADOR DAS SEGUINTES MÍDIAS: www.arcos.org.brwww.conteudojuridico.com.brhttp://artigocientifico.uol.com.brhttp://www.academia.edu/http://pt.scribd.com/http://www.academicoo.com/

6. AUTOR DOS SEGUINTES LIVROS CIENTÍFICOS: Fogos de Artifício e a Lei Penal; Coletâneas; e Propriedade Intelectual Livre.

7. AUTOR DOS SEGUINTES LIVROS LITERÁRIOS: Nofretete, Copo Trincado, e Valhala.

2Recomento leitura de SILVA JR., Nelmon J. Medo é coisa de criança. Texto disponível em: https://ensaiosjuridicos.wordpress.com/2014/01/09/medo-e-coisa-de-crianca-nelmon-j-silva-jr/ . Acesso em 17.01.2014.

4Recomendo assistir ao filme de The Baader Meinhof Complex (http://www.imdb.com/title/tt0765432/?ref_=fn_al_tt_1).

5Recomendo assistir aos filmes Buongiorno, Notte (http://www.imdb.com/title/tt0377569/) e Aldo Moro, il presidente (http://www.imdb.com/title/tt1213909/).

6Outros dois exemplos dignos de reflexão: Yasser Arafat (ex-líder da OLP), é considerado terrorista por alguns, apesar de ser detentor de um Prêmio Nobel da Paz; e a organização libanesa Hezbollah, que em julho de 2013, foi adicionada à lista de – organizações – terroristas da União Europeia, mesmo sendo um legítimo partido político libanês, devidamente constituído. Tais exemplos traduzem a dificuldade quanto à elaboração deste complexo conceito. Óp cit. 2.

9BAKKER, Edwin. Terrorism and Counterterrorism: Comparin Theory and Practice. Vídeo Lecture 2.5.Universiteit Leiden. Disponível em: https://class.coursera.org/terrorism-002/lecture/37

10Organização e estratégia militar, comunicação social, psicologia social, relações internacionais, ciência política, direito, dentre outros.

 

 

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