PRESSUPOSTOS ACADÊMICOS ACERCA DO TERRORISMO – Nelmon J. Silva Jr.

PRESSUPOSTOS ACADÊMICOS ACERCA DO TERRORISMO

ACADEMIC ASSUMPTIONS ABOUT TERRORISM

SILVA JR., Nelmon J.1

RESUMO: Sobre o terrorismo existem cinco pressupostos acadêmicos a serem estudados.

PALAVRAS-CHAVE: Pobreza. Loucura. Letalidade. Anti-ocidental. Sucesso.

ABSTRACT: On terrorism there are five academic assumptions to be studied.

KEYWORDS:Poverty. Madness. Lethality. Anti-Western. Success.

O terrorismo é um fenômeno complexo e constantemente mutável, o que nos obriga a atualizar nossas teorias e suposições acadêmicas, especialmente porque constituem a base da formulação de políticas contraterroristas. Relembro que, por consenso acadêmico chegou-se a cinco pressupostos quanto à conclusão relacionada ao tema2 (das quais discordo parcialmente):

  • O terrorismo é causado pela pobreza;

  • os terroristas são loucos;

  • o terrorismo é cada vez mais letal;

  • o terrorismo é predominantemente anti- ocidental;

  • e o terrorismo é bem-sucedido.3

O primeiro pressuposto é sobre as causas do terrorismo. Acreditar que a pobreza causa o terrorismo é uma ideia bastante antiga na tentativa de entender o fenômeno terrorista. Deve-se ressaltar que esta suposição é normalmente apresentada por políticos e demais figuras públicas. Como exemplo podemos citar o ex-Secretário de Estado dos Estados Unidos da América, General Colin Powell, que em 2002 disse: eu acredito plenamente que a causa do terrorismo vem de situações onde há pobreza, onde há ignorância, onde as pessoas não vêem esperança em sua vida4; já para o Sul Africano Desmond Tutu (2007), você nunca pode ganhar uma guerra contra o terror enquanto existirem condições no mundo que deixem as pessoas desesperadas, como a pobreza, as doenças, e a ignorância5.

Indago: será a pobreza a causa principal do terrorismo? Argumentam alguns, que a violência pode ser o último recurso para colocar suas queixas, raiva e frustrações relativas à política; mas qual a correlação entre pobreza e terrorismo, uma vez que nem todos os países pobres germinaram células terroristas? Sabemos que existem algumas organizações terroristas (principalmente de extrema esquerda) que pretendem lutar em favor dos pobres. Mas qual a importância dessa análise? Por exemplo, se a pobreza fosse a causa principal do terrorismo, poderíamos criar mecanismos capazes de erradicar a pobreza, e consequentemente o terrorismo.

A ideia de estabelecermos nexo de causalidade entre pobreza e terrorismo, não parece prima facie errônea. Devemos comparar essa hipótese com dados empíricos e pesquisas acadêmicas. A maioria dos terroristas não são pobres, na verdade, alguns são extremamente ricos, como o exemplo de Osama Bin Laden, talvez o mais conhecido terrorista da nossa recente história, que veio de uma rica família saudita. Outros exemplos correlatos são Umar Farouk Abdumutallab, que em 2009 tentou explodir um avião que iria a Detroit; ou Anders Breivik, que matou quase 80 pessoas na Noruega; ou ainda, Ulrike Meinhof, um dos cabeças da Rote Armee Fraktion. Há muitos outros exemplos de terroristas vindos das classes média-alta e alta.

Aprofundando-nos em dados estatísticos fornecidos pelo Departamento do Estado dos Estados Unidos da América, mais de 10.000 pessoas foram mortas por atividades terroristas em 2012. O Afeganistão, ocupante do primeiro lugar na lista, com mais de 2.500 mortos; seguido de perto pelo Iraque; Paquistão; Nigéria; e a Rússia, em quinto lugar, com mais de 650 mortos.6

São esses os países mais pobres do mundo? Segundo dados estatísticos do Banco Mundial, que classificou 185 países quanto suas economias, o Iraque é o 111º, a Índia o 150º, a Nigéria o 139º, e a Rússia ocupa o 55º lugar na lista. Curioso salientar que, por exemplo, que os 15 (quinze) países mais pobres do mundo não experimentam quaisquer formas de ações terroristas, exceção feita à República Democrática do Congo. Vamos pensar no exemplo da Esquerda Terrorista nas décadas de 60 e 70, a qual atuou fortemente na Alemanha, Itália e Japão. Sabemos que esses países, desde àquela época estão entre os mais ricos do mundo.

Segundo James Piazza, Is Islamist Terrorism More Dangerous?: An Empirical Study of Group Ideology, Organization, and Goal Structurefatores7, fatores relacionados com a pobreza não poderiam servir de argumento a elevados níveis de terrorismo. Outros dois estudiosos que não utilizaram indicadores da pobreza como argumento ed causalidade foram Alan Krueger e Jitka Maleckova, Education, Poverty, Political Violence And Terrorism: Is There A Causal Connection?8, quando investigaram a relação assumida entre pobreza, educação e terrorismo. Suas pesquisas (especificamente na ala militante do Hezbollah) levaram a conclusão de que qualquer ligação entre pobreza, educação e terrorismo é indireta. Também concluíram que o terrorismo é causado por uma resposta às condições política (sentimentos de indignição e/ou frustração) que tem muito pouco a ver com a economia. Portanto, a literatura acadêmica prova que não há relação direta entre a pobreza e o terrorismo.

Outro pressuposto é o de que os terroristas são loucos. A lógica por trás desse pressuposto é simples: como imaginar a razão pela qual pessoas matariam vítimas inocentes, e em alguns casos a si mesmas, sem questionar a lucidez desse ato? Ted Kaczynski, o chamado unabomber, que enviava cartas-bomba às universidades; Anders Breivik, responsável pelo assassinato de inúmeras pessoas na Noruega; Richard Reid, o chamado bombista do sapato, que tentou explodir um avião com uma bomba que estava escondida em seus sapatos; Khalid Sheikh Mohammed, o mentor do 11/09; ou o major Nidal Hasan, das Forças Armadas dos EUA, um psiquiatra que matou 13 seus colegas em Fort Hood, Texas; todos eles eram loucos?

Muitas vezes, esses atos violentos invocam forte indignação moral, que nos impede de uma análise objetiva e adequada do racional. Há a tendência de considerarmos essas pessoas como fundamentalmente diferente de nós. Creio que casos de assassinatos em massa, como exemplo dos inúmeros atiradores em escolares e shopping-centers, muitos deles diagnosticados portadores de doenças mentais, frequentemente acabam sendo comparados (e confundidos) aos militantes terroristas, ou vice-versa; em outras palavras, há uma diferença fundamental em termos de racionalidade entre eles.

Sabemos que o terrorismo é a tomada de decisão mediante um comportamento racional, onde seus agentes matam para atingir determinados objetivos políticos, então, eles não matam porque eles são loucos. Jerrold M. Post, um dos principais estudiosos no campo da psicologia do terrorista, autor de The Mind of the Terrorist: The Psychology of Terrorism from the IRA to Al Qaeda.9, conclui que os terroristas pouco diferem de nós, ao afirmar que os terroristas são psicologicamente normais, não estando deprimidos, ou severamente emocionalmente perturbados, nem tampouco são fanáticos.10

Na verdade, os grupos terroristas tendem a eliminar indivíduos emocionalmente instáveis, vez que representam um risco à segurança do grupo. Para o estudioso israelense, Ehud Sprinzak, considera os terroristas como fanáticos, porém racionais, ao descrever a atuação dos homens-bomba. Portanto, o pressuposto de que os terroristas são loucos é falsa.

Quanto ao pressuposto de que o terrorismo se tornou mais letal nas últimas décadas, devemos parafrasear Peter Neumann (estudioso alemão que trabalha em Londres no Kings College), afirmando que na era do novo terrorismo, violência e valor simbólico parecem ter-se fundido. A histeria global pós 11/09 fatalmente nos leva a conclusões precipitas caso não adotemos metodologia científica adequada ao estudo da matéria. Relembremos as quatro ondas de Rapoport:

  • Onda dos movimentos anarquistas (1880/1920);

  • Onda de esquerda, ou anti-colonialista (1920/1960);

  • Nova onda de esquerda, ou do terrorismo vermelho (1960/1979);

  • Onda religiosa (1979 até hoje).

Sustento que, há pelo menos uma década, entramos na quinta onda (terrorismo cibernético), vez que até pouco tempo atrás acreditávamos que a estratégia terrorista era matar um ou alguns para assustar milhares ou milhões. Nessa página da história, eminentemente dependente do gerenciamento de informações transmitidas via internet, não podemos mais crer na morte como parte fundamental do plano estratégico terrorista, ao contrário, a morte deve deixar de ser o grande medo universal frente a atuação terrorista. O alvo lógico dos futuros ataques terroristas dar-se-ão nas redes e bancos de dados cibernéticos, portanto o medo deslocar-se-á ao imaterial, o que parece-me ser filosoficamente ilógico. Se exercitarmos uma antevisão de resultados de ataques ciber-terroristas, podemos chegar a únicas duas possibilidades existentes: a) o êxito (que certamente causará pavor maior ao então vivido por nós), b) o fracasso (nessa hipótese sequela alguma nos restará); portanto a lógica a ser aplicada ao caso concreto futuro, reside no investimento universal e maciço (humano, científico, tecnológico, legal, pedagógico, dentre outro) quanto a segurança de redes e dados cibernéticos11. Nessa esteira de raciocínio lógico, podemos afirmar que o pressuposto apresentado, igualmente não se suporta, por falso12.

Na sequencia, segue-se o pressuposto de que o terrorismo é predominantemente anti-ocidental. Para melhor análise, sugiro dividi-lo em duas partes (alvos e vítimas). Se olharmos para a retórica do discurso terrorista, ele utiliza-se do slogan do alvo anti-ocidental? Não, esse slogan, salvo melhor juízo, originou-se com George W. Bush, quando dez dias após o 11/09, disse: os americanos estão perguntando: por que eles nos odeiam?13, e dai segue-se uma sequência de eles odeiam, insinuando essa ideia anti-ocidental.

Nas inúmeras entrevistas com Osama Bin Laden, o então líder da Al Qaeda, em especial aquela concedida à Al Jazeera (2002), onde afirmou que a prioridade desta guerra está na luta contra os infiéis, portanto, ao meu ver, o jargão utilizado por Bush é parcialmente verdadeiro. Advirto que espalhar a ideia de que o terrorismo é anti-ocidental, traz conclusões irracionalmente perigosas, como a exemplo fortalecer a ideia de um conflito (ou luta) entre o cristianismo e o islamismo (o que sabemos ser inverdade). Criar esse estereótipo de que o muçulmano é um potencial inimigo, por ser dogmaticamente anti-ocidentalizado, é perigoso demais.

Tomemos como exemplo, o ano de 2011 (dez anos após o 11/09), as regiões que sofreram maior ação terrorista não se concentram no oeste, ao contrário. A América do Norte, América do Sul, Europa Ocidental, e Austrália, nada (ou quase nada) sofreram da militância terrorista; já o Iraque, Sul da Ásia, Afeganistão, Paquistão, Índia, e parte da África, sofreram a maioria dos ataques terroristas, nessa década. Chamo a atenção ao fato de que a maior incidência de ataques terroristas deu-se principalmente em países muçulmanos, o que é um contrassenso ao estigma anti-ocidental terrorista.

A retórica de que a Al Qaeda, ou qualquer outro grupo islâmico jihadista é ofensivamente anti-ocidental, é falsa. Sabemos que grupos terroristas de inspiração religiosa são responsáveis pelo elevado número de ataques terroristas, e quantitativamente falando, suas vítimas encontram-se em países muçulmanos. Excepcionalmente, esse pressuposto é parcialmente verdadeiro, bem como potencialmente perigoso.

 

O último pressuposto a ser analisado é o de que o terrorismo é bem-sucedido. O fato do terrorismo fazer manchetes, e ser objeto de preocupação universal, não deve, per si levar a conclusão de que os intentos terroristas foram bem-sucedidos. Se comungarmos do conceito de que o terrorismo é um instrumento para alcançar determinado objetivo político por meio da violência e da intimidação, creio que os critérios a serem analisados devem ser duplos. Em primeiro lugar, devemos indagar se o terrorismo cria atenção e causa medo? Sequencialmente se o ato terrorista atinge seus objetivos políticos? Óbvio que existem inúmeras maneiras (critérios) diferentes para essa análise. Exemplifico, quando hipoteticamente aceitarmos que a empreitada terrorista atinge um elevado número de vítimas; ou quando suas ações são absorvidas como se o fossem executadas por poderosos, com os quais o governo deve negociar; ou ainda, quando seus membros são capazes de evitar a própria captura ou morte, garantindo a continuidade da organização por décadas.

Por que a maioria dos estudiosos se concentram principalmente nos objetivos políticos, quando se tenta determinar se o ato terrorista foi bem-sucedido? Creio que o intento terrorista precede duma opção de análise do custo-benefício, estratégica, e alvo. Com essa linha de pensamento fundamenta-se grande parte da doutrina, porém para Max Abrahms, Why terrorism does not work?14ao analisar 28 (vinte e oito) organizações terroristas que estão na lista do Departamento de Estado, dos Estados Unidos da América, chegou a duas conclusões distintas: a de que apenas 7% (sete por cento) dos grupos terroristas alcançaram seus objetivos políticos; e de que o nível desseinsucesso dependeu diretamente das escolhas táticas e alvos selecionados.

Como a grande parte dos ataques terroristas deram-se em alvos civis, vez que os ataques a alvos militares são, sistematicamente, mal-sucedidos, entendemos que esses não conseguiram atingir os seus objetivos políticos. Sob outro vértice, os grupos terroristas raramente atingem os seus objetivos políticos, vez que a tática terrorista em si é frágil. Paul Wilkinson, igualmente observa que os terroristas raramente conseguem alcançar seus objetivos políticos, citando como exceção o exemplo da Frente de Libertação Nacional Argeliana, que sob sua óptica foi considerada um sucesso. Relembra que após o período pós-colonial, não houve um único caso de sucesso para a militância terrorista, em termos de tomada de controle em qualquer país.

Outro autor importante ao tema é Brian Jenkins. Num artigo (2006) ele expressa preocupação com maior profissionalismo dos grupos terroristas, bem como no aumento de mortes por eles causadas, porém sendo cético sobre o seu sucesso. Ele observa que os terroristas têm aumentado sua violência nos ataques; desenvolvido novos métodos de financiamento de suas operações; explorado novas estratégias de comunicação; bem como apresentado novos modelos organizacionais. Conclui afirmando que muitas vezes ataques bem-sucedidos taticamente, acabam por atrair novos recrutas, porém sem sucesso algum quanto aos próprios objetivos, chamando esse fenômeno de paradoxo do terrorismo.

Ilógico argumentar sobre o fracasso da organização Al Qaeda que disseminou suas células (filiais) aos quatro cantos do mundo, e mantêm-se ativa após a morte de seus principais líderes. Igualmente ilógico seria argumentar que alguns grupos terroristas não fizeram manchetes ao seu tempo, causando pânico e terror. Porém creio que devemos dirigir nossa análise sob o seguinte prisma: por exemplo, citada organização conseguiu estabelecer seu califado pan-islâmico, com a expulsão de todos os estrangeiros dos países muçulmanos?; ou venceu a guerra declarada contra os judeus, americanos, e outros igualmente infiéis? Resta inquestionável que o regime do terror falhou às custas de muitas vidas inocentes.

Portanto, sustento que quanto ao pressuposto que envolve a discussão sobre o sucesso terrorista, no que diz respeito aos objetivos políticos, eles fracassaram; apesar deles conseguirem atrair a atenção, e assim eventualmente imporem altos níveis de medo, razão pela qual esse pressuposto é parcialmente verdadeiro. Conclusivamente chegamos ao resultado de que dos cinco pressuposto acerca do terrorismo, apenas dois são parcialmente verdadeiros, o que nos revela novidades futuras quanto ao estudo da matéria.

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7. AUTOR DOS SEGUINTES LIVROS LITERÁRIOS: Nofretete, Copo Trincado, e Valhala.

2BAKKER, Edwin. Terrorism and Counterterrorism: Comparin Theory and Practice. Vídeo Lecture 2.5.Universiteit Leiden. Disponível em: https://class.coursera.org/terrorism-002/lecture/37

3SILVA JR., Nelmon J. HISTÓRIAS DO TERROR. 2014. Disponível em: https://ensaiosjuridicos.wordpress.com/2014/01/18/historias-do-terror-nelmon-j-silva-jr/

4BAKKER, Edwin. Terrorism and Counterterrorism: Comparin Theory and Practice. Vídeo Lecture 3.1.Universiteit Leiden. Disponível em: https://class.coursera.org/terrorism-002/lecture/67

5Óp. cit. 4.

6SILVA JR., Nelmon J. MEDO É COISA DE CRIANÇA. 2014. Disponível em: https://ensaiosjuridicos.wordpress.com/2014/01/09/medo-e-coisa-de-crianca-nelmon-j-silva-jr/

10Óp. cit. 7.

11Óp. cit. 5.

12Indico a leitura estatística de Background Report: 9/11, Ten Years Later. The National Consortium for the Study of Terrorism and Responses to Terrorism (START). Disponível em:

13Domínio público.

14Disponível em: https://ensaiosjuridicos.files.wordpress.com/2013/06/isec-2006-31-2.pdf

 

 

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