BREVE REFLEXÃO SOBRE AÇÃO ESTRATÉGICA CONTRATERRORISTA – NELMON J. SILVA JR.

BREVE REFLEXÃO SOBRE AÇÃO ESTRATÉGICA CONTRATERRORISTA

BRIEF REFLECTION ON COUNTERTERRORISM STRATEGIC ACTION

 

 

SILVA JR., Nelmon J.1

 

RESUMO: Pesquisa acadêmica sobre o grupo terrorista al-Fatah, e conclusões quanto às estratégicas contraterroristas.

PALAVRAS-CHAVE: GTD. al-Fatah. Educação.

 

ABSTRACT: Academic research on the terrorist group al-Fatah, and conclusions regarding the strategic counterterrorism.

KEYWORDS:GTD. al-Fatah. Education.

 

 

Na extensão universitária realizada junto à University of Maryland (Understanding Terrorism and the Terrorist Threat), pertencente ao National Consortium for the Study of Terrorism and Responses to Terrorism- START, pelos eméritos Professores Doutores Bill Braniff e Gary LaFree foi-me apresentado o banco de dados Global Terrorism Database – GTD.

 

Com base nesses dados, por mim foi realizada pesquisa acadêmica sobre o grupo terrorista al-Fatah, a qual parcialmente ora compartilho. A al-Fatah, foi um grupo localizado na Palestina, fundada em 1967, por Yasser Arafat. Lutou por uma Palestina, democrática e não racista, onde árabes e judeus poderiam viver juntos em paz; para tanto, era necessário destruir o Estado gendarme e racista de Israel, o principal obstáculo para a paz na região. Arafat conseguiu transformar o problema palestino em um eixo da discussão política global e, ao mesmo tempo, dando um sentido de unidade para seu povo, tornou-se indiscutível líder da al-Fatah. Arafat e a cúpula do Al Fatah começaram um profundo processo de transformação: deixaram de ser uma direção que, ainda que burguesa e burocrática, encabeçava o combate pelos direitos palestinos para buscar uma solução pela via diplomática. Foram aceitando as exigências do imperialismo e se afastaram cada vez mais da luta de seu povo, como se viu na primeira Intifada, em 1987. O processo culminou com a assinatura dos acordos de Oslo, em 1993: Arafat e o Al Fatah traíram suas históricas bandeiras de luta.2

 

A atual Palestina era um estado nacional sem um território, com a participação da maioria das organizações palestinas.Sob a liderança de Yasser Arafat, que estava coberto pela mídia, ele conseguiu transformar o problema palestino no eixo da discussão política global e, ao mesmo tempo, deu um sentido de unidade ao seu povo, como acima dito.

 

Foram atribuídos à al-Fatah 65 (sessenta e cinco) ataques, sendo 63 (sessenta e três) desse ocorridos após 1970. A maioria desses ataques ocorreram na Faixa de Gaza, ou da Cidade de Gaza, sendo que em muitas vezes foram usados usadas armas de fogo, explosivos, e bombas como apelo terrorista. O alvo principal dessa organização foi o governo, alvos militares, a polícia, os cidadãos, e algumas propriedades. Teve atuação mais expressiva nos anos de 1977 a 1981, 1987 a 1994 e maior destaque entre 2004 e 2010. Sua ação mais bem-sucedida foi datada de 11.03.1978, na cidade de Near Haifa, em Israel, numa barricada realizada por 11 (onze) extremistas, resultado no ferimento de 76 (setenta e seis) pessoas e na morte de 42 (quarenta e duas), causando um prejuízo menor que US$ 1.000.000,003 (um milhão ed dólares americanos).

 

Por consenso acadêmico, chegou-se a cinco pressupostos quanto ao estudo do terrorismo: a) o terrorismo é causado pela pobreza; b) os terroristas são loucos; c) o terrorismo é cada vez mais letal; d) o terrorismo é predominantemente anti-ocidental; e e) o terrorismo é bem-sucedido. Eu acredito que, no caso específico da al-Fatah, dois destes pressupostos são claramente visíveis: que o terrorismo é causado pela pobreza, e que o terrorismo está se tornando mais letal (de acordo com análises dos dados do GTD).

 

Indiscutível que as pessoas chamadas ou recrutadas pela estrutura da al-Fatah, estavam buscando uma Palestina, mais democrática e não racista. A al-Fatah procurou obter o controle territorial para seu povo, e, na minha opinião, foram usadas como estratégias terroristas o atrito e a intimidação, pois de acordo com os dados fornecidos pelo GTD, a al-Fatah agiu, basicamente, mediante tomadas de assalto armado, sequestros, e bombardeamentos.

 

Assim resume-se a estética tática de produção do grupo: tomadas por bombas, ou por armas de formação (pistolas, rifles, etc); mediante sabotagem (incêndios, acidentes de carro, etc); pela formação de Químicos; e mediante a utilização de chaves de criptografia, em seus documentos.

 

Como deve ser sabido, para Rapoport existem quatro ondas do terrorismo: a dos movimentos anarquistas (1880/1920); de esquerda, ou anti-colonialista (1920/1960); a nova onda de esquerda, ou do terrorismo vermelho (1960/1979); e a onda do apelo religioso (1979, até hoje). Creio que há pelo menos dez anos, entramos na quinta onda, a do terrorismo virtual, ou ciberterror. Não podemos crer que homens-bomba sejam necessários para espalhar o terror nos dias de hoje, vez que um ataque cibernético poderia causar mais pânico, do que as bombas detonadas no passado.

 

Em suma, quanto à eficácia da ação estratégica contraterrorista, faz-se necessário educar para prevenir o ato terrorista (conhecer o inimigo, suas estratégias e metas), bem como investir em segurança de dados fundamentais ao Estado, creio serem as melhores mais eficazes formas de combate ao terrorismo.

 

 

1CIENTISTA E ESTUDIOSO DO DIREITO (PROCESSUAL) PENALCV Lattes:http://lattes.cnpq.br/7382506870445908

1.MANTENEDOR DOS BLOGS CIENTÍFICOS:

https://ensaiosjuridicos.wordpress.comhttp://propriedadeindustriallivre.wordpress.com

2. CIENTISTA COLABORADOR: Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (Portal de e-governo) http://www.egov.ufsc.br/portal/Glocal University Network http://www.glocaluniversitynetwork.eu/ (ITA) – Universiteit Leiden (HOL) http://www.leiden.edu/

3. MEMBRO: Centro de Estudios de Justicia de las Américas – CEJA (AL); Instituto de Criminologia e Política Criminal – ICPC; Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – ABRACRIM; Associação dos Advogados Criminalistas do Paraná – PACRIMI; International Criminal Law – ICL (EUA); National Association of Criminal Defense Lawyers (EUA).

4. MEMBRO FUNDADOR: Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifícios do Paraná/PR; e AINCOFAPAR (Conselheiro Jurídico), Associação Bragantina de Poetas e Escritores

5. COLABORADOR DAS SEGUINTES MÍDIAS: www.arcos.org.brwww.conteudojuridico.com.brhttp://artigocientifico.uol.com.brhttp://www.academia.edu/http://pt.scribd.com/http://www.academicoo.com/

6. AUTOR DOS SEGUINTES LIVROS CIENTÍFICOS: Fogos de Artifício e a Lei Penal; Coletâneas; e Propriedade Intelectual Livre.

7. AUTOR DOS SEGUINTES LIVROS LITERÁRIOS: Nofretete, Copo Trincado, e Valhala.

2Al Fatah, da luta à traiçao. Conteúdo disponível em: http://www.pstu.org.br/node/6003. Acesso em: 11.031014.

3Dados obtidos pelo GTD ID: 197803110004, disponível em: http://www.start.umd.edu/gtd/search/IncidentSummary.aspx?gtdid=197803110004.

CLIQUE NO LINK PARA TER ACESSO AO DOCUMENTO (formato .PDF):

BREVE_REFLEXAO_SOBRE_ ACAO_ESTRATEGICA_CONTRATARRORISTA-silva_jr