Cibermáfias agindo em nome de Governos, utilizam técnicas de ciberguerra para patrocinar crises políticas em países estratégicos (opinião internacional)

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Tentei sujar o governo do Brasil no mundo

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Ciberguerra potencializa guerra informacional

Desde que os EUA sofreram a derrota no Egito com a derrocada de seu aliado Hosni Mubarak, eles rapidamente aprenderam a lição e inverteram o jogo. Começaram atacar alvos estratégicos para seus interesses comerciais e industriais (ou seja, países que possam representar um empecilho aos negócios das transnacionais petroleiras e da indústria de energia, principalmente), criando ou se apropriando de movimentos oposicionistas nacionais, gerando a instabilidade interna, rotulando os governantes de ditadores e finalmente tentando algum tipo de intervenção direta ou branca.

Síria, Ucrânia e Venezuela são exemplos disso. Não importa o quanto os governantes destes países sejam democráticos. Importa que tipo de limites eles criam para o livre agir de seus oposicionistas a serviço dos interesses dos conglomerados econômicos nacionais e estrangeiros.

O roteiro usado pelos representantes do poder econômico transnacional é bastante simples. É possível ver os passos deste enredo golpista em várias manifestações ditas populares na Síria, Ucrânia, Venezuela e mesmo no Brasil.

Primeiro, “bombardeiam” os povos com noticiários negativistas diuturnamente, criando a sensação de instabilidade institucional, política, social e econômica.

Segundo, colocam facções de uma mesma sociedade nacional em confronto direto.

Terceiro, para que se consiga o apoio das massas, tanto nacionais como estrangeiras, “colam” no peito do governante de plantão o rótulo de Ditador, Corrupto, etc, ao mesmo tempo que “colam” o rótulo de Libertários e Democratas, Defensores do povo, nos manifestantes oposicionistas.

Quarto, com o país à beira de uma guerra civil ou já nela, apresenta-se a solução da intervenção externa como forma de “civilizar”, “pacificar” e “democratizar” o país em desgraça.

Embora pareça não ter uma ligação direta, o que está acontecendo na Síria, Ucrânia e Venezuela segue o script descrito acima, já provado em outras rebeliões, tidas como populares, que contaram com apoio da UE e dos EUA.

Outro fator importante para o sucesso da sanha intervencionista é garantir uma ampla cobertura jornalística dos acontecimentos, onde a imprensa patronal e comercial em uníssono martela 24 horas por dia uma mesma versão padronizada dos fatos, de forma superficial e sem embasamento nenhum na realidade local.

Na Ucrânia, a intenção é ferir de morte a Rússia, integrante dos Brics, grupo formado pelas potências emergentes regionais: Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul. Mas nem Europa nem Estados Unidos tem coragem de fazer uma intervenção direta no reinado de Putin.

Usam as disputas internas das oligarquias ucranianas para criar a instabilidade, quitar-lhe as terras agriculturáveis e manter a Rússia ameaçada. Bases militares e mísseis são instalados em território ucraniano a poucos quilômetros de Moscou e São Petersburgo, só para citar as mais famosas e principais cidades russas.

Na Venezuela, o objetivo do maior consumidor de petróleo do planeta, os EUA, é ter livre acesso às riquezas petrolíferas do país sulamericano detentor de uma das maiores reservas mundiais do ouro preto. Acesso este dificultado por legislações soberanas democraticamente aprovadas desde o início da Revolução Bolivariana e da chegada de Hugo Chavez ao governo venezuelano.

No Brasil, a questão é o petróleo Pré-Sal, a mais recente descoberta desta riqueza mineral neste século. Os oposicionistas estão a serviço de quem quer o controle total do petróleo produzido no Pré-Sal brasileiro, de forma a garantir os estoques das grandes transnacionais petroleiras e do maior consumidor mundial do combustível fóssil, os já mencionados Estados Unidos da América.

Embora entre os manifestantes sempre existam algumas pessoas bem intencionadas, por trás da maioria dos movimentos oposicionistas da nova onda estão fundações estrangeiras e suas aliadas nacionais com um mesmo modus operandis, com um mesmo patrão, como nos mostra este vídeo.

O importante para essa gente é criar o caos, a instabilidade, a ideia de falta de governo e de poderes estabelecidos, fazendo a opinião pública nacional e internacional acreditar na inevitabilidade da intervenção externa, de modo a impor um gerente mais confiável ao sistema capitalista internacional.

Nos casos do Brasil, da Ucrânia e da Venezuela, a agitação política dos últimos tempos não pode ser tratada como mera disputa nacional, usada, aliás, para encobrir a disputa geopolítica e econômica internacional. O que se busca é acesso fácil e barato a recursos naturais e riquezas abundantes do país alvo ao mesmo tempo que se tenta coibir o crescimento de possíveis novas potências políticas, sociais, econômicas e/ou militares.

Contudo, a existência de pessoas preocupadas com o futuro da Democracia e da Humanidade, organizadas em torno de redes de informação alternativas, de uma blogosfera ativista e de um ciberativismo popular, tem conseguido dissipar a nuvem de mentiras e combater o unilateralismo informacional zumbizante imposto pelos meios de comunicação de massa patronais.

As redes alternativas fazem um contraponto informacional e político precioso: impedem que os planos dos golpistas neoliberais (e até mesmo neonazistas) sejam facilmente aplicados.

Cidadãos de distintos países trocam informações em suas redes de contatos. Estas as divulgam e logram desmontar as versões mentirosas disseminadas pela imprensa patronal a serviço dos grandes interesses econômicos. Assim tem sido no Brasil, assim tem sido na Venezuela, na Argentina, Equador e até mesmo na Ucrânia, onde os neonazistas que chegaram ao governo através de um golpe de estado enfrentam a resistência do povo ucraniano, organiza e protesta contra os golpistas.

Se não existissem fontes alternativas de informação e meios eletrônicos soberanos para sua divulgação, certamente a vida dos golpistas seria muito mais fácil e o resultado de suas ações contra os povos mais avassalador.

Além das guerras convencionais, enfrentamos uma verdadeira ciberguerra mundial que potencializa a tradicional guerra informacional. EUA e UE gastam bilhões de dólares e euros anualmente para manter a infraestrutura que torna possível a ciberguerra. Seus serviços secretos, aliados às empresas transnacionais, investem bilhões em redes digitais privadas para manter as pessoasplugadas o maior tempo possível. Conectadas elas consomem, sem a menor chance de raciocínio, conteúdos devidamente preparados para que aceitem determinadas “verdades” produzidas pelos ideólogos do pensamento único neoliberal.

Blogoosfero, rede independente

Estamos em uma guerra operada por grandes potências industriais e, principalmente, tecnológicas, que possuem um roteiro muito claro para colocar as mãos sobre as riquezas naturais e minerais dos países. Logo, para defender-se e preservar-se, os países pobres precisam desenvolver mais e novas tecnologias livres e soberanas que permitam aos povos resistir aos ataques desferidos pelo grande capital transnacional.

A existência de redes livres e soberanas, como Blogoosfero, Diáspora, Friendica, Identi.ca, entre outras, compõe o novo cenário logístico da resistência digital e da luta dos setores populares e democráticos em todo o mundo. Estas redes são o contraponto tecnológico à política intervencionista e centralizadora das grandes redes digitais privadas mantidas por empresas transnacionais.

O lema do Blogoosfero, por exemplo, é “Ocupar a Internet, Resistir e Produzir nossos próprios conteúdos e tecnologias”, porque sem as iniciativas livres e soberanas, o controle ideológico e tecnológico dos países ricos sobre os países pobres seria ainda mais violento do que é atualmente.

Sem as tecnologias livres e soberanas, a recolonização cultural, política e econômica dos países do terceiro mundo já seria um feito muito além das intenções concentradoras do grande capital transnacional que hoje observamos.

Sérgio Bertoni é editor da rede social Blogoosfero
FONTE: http://www.correiodobrasil.com.br/ciberguerra-potencializa-guerra-informacional/

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 Pistoleiros e traidores põem de joelhos o Gigante?

Por Timothy Bancroft-Hinchey*, no Pravda.ru

Os procedimentos de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff do Brasil são ilegais, equivalentes a nada menos que tentativa de golpe de Estado, mecanismos dos quais se serve agora uma elite política endemicamente corrupta e em vários casos criminosa, dominada por Washington e hoje terrivelmente perturbada por quatro mandatos consecutivos de presidentes democraticamente eleitos, representantes do Partido dos Trabalhadores. Em que país do mundo presidente eleito seria impedido depois de dois anos de governo, sem crime, e tendo sido eleito em eleição democrática livre e justa? No Brasil.

Depois de décadas de terrorismo social praticado por partidos políticos de direita, animados por bandos de criminosos, estupradores, assassinos e fraudadores que, em muitos casos controlaram postos-chave das instituições políticas do Brasil, afinal o Partido dos Trabalhadores chegou ao Palácio do Planalto, no raiar desse milênio, luz nova e limpa que marcou o verdadeiro despertar do Brasil, o gigante tradicionalmente adormecido.

Tido como motivo de piadas e chacota da comunidade internacional antes de Lula e Dilma, o Brasil converteu-se, a partir do início dos governos do PT, em ator respeitado e importante no cenário mundial,com ação e voz no plano internacional, ouvido com reverência e atenção, quando afinal começou a distender os próprios músculos. Esse Brasil que tirou milhões de homens e mulheres da pobreza, lançou programas sociais e educacionais em escala jamais vista nem no país nem no mundo, alcançou os mercados que, antes, o país só conhecia como pontos no mapa mundi. Lula, Dilma e o Partido dos Trabalhadores deram ao Brasil projeção muito mais ampla, e o país deixou afinal de ser destino turístico tropical, que só tinha a oferecer futebol, carnaval e cachaça.

Hoje, e graças a Lula e Dilma, o Brasil é respeitado do Japão à Jamaica, de Cape Town, no ponto sul extremo da África, a Casablanca no norte; nas Américas, do sul ao norte, dos Andes ao Alaska, e no outro lado do mundo, na Oceania, na Ásia, no Oriente Médio. Mas o país continua a ser destratado e desrespeitado em casa, por um bando corrupto e volátil de agitadores de rua, rasos e venais, os quais, se você tenta falar com eles e elas para saber o que pensam,não conseguem juntar duas frases que expliquem o que, afinal de contas, andam a berrar pela Avenida Paulista, em São Paulo. Foram adestrados e mobilizados por uma gangue de criminosos traidores ambiciosos, que só fazem repetir que a presidenta Dilma seria culpada,porque teria manipulado estatísticas e burlado a lei fiscal. Mas o advogado geral diz, na Suprema Corte do país, que não há caso contra a presidenta; que a acusação é viciada do começo ao fim; que todo o processo é um golpe de Estado que os golpistas tentam diluir num oceano de ‘judicialidades’.

Mas, se investigam os deputados golpistas…

Será que ninguém, no Congresso Brasileiro, jamais ouviu a expressão “Aquele que nunca tiver pecado, que atire a primeira pedra”? Porque, se põe em teste e examina-se cada um dos que votam e tentam atrair votos contra a presidenta Dilma nesse fim de semana, na sessão do Congresso em que o impeachment será votado, vê-se que ali não há inocentes ou limpos. A verdade, repito, é que cada um dos “deputados”que vote nesse fim de semana a favor do impeachment da presidenta democraticamente eleita do Brasil, terá de ser investigado e todos os detalhes de cada um desses processos terá de ser exposto à opinião pública, para que todos os conheçam.

Quem fizer uma viagem ao Inferno, lá verá muitos dos que hoje infestam a Câmara de Deputados do Brasil, gente que só trabalha a favor dos próprios interesses pessoais ou de grupos, sem vestígio de decência ou moral em muitos casos, sem noção do que sejam ética, moralidade e práticas democráticas. Gente daquele tipo que, se acontece de apertarem sua mão, você tem de conferir se ainda tem todos os dedos e a aliança.

Por causa de um punhados desses, supostos políticos, que manipularam a opinião pública para promover um caso-ficção construído por dois ou três diretamente interessados no golpe, auxiliados pelo tradicional lixo euro-gringo do sul – esses que se veem aos gritos pelos bairros mais ricos do Brasil –, o Brasil está voltando a ser, outra vez, a piada do dia, na comunidade internacional.

Golpistas apunhalaram o Brasil pelas costas

Tão duramente conquistados, agora lá se vão a credibilidade, os elogios, a boa vontade e o respeito que o Brasil, afinal, havia conquistado. Amanhã, o respeito nenhum, a credibilidade zero, serão traduzidos em negócios zero, contratos zero no exterior para empresas brasileiras, e, aqui, em mais desemprego e, de novo, em miséria. Mais uma vez estará no poder a elite brasileira de direita, de volta ao velho poleiro que considera dela por direito divino, e que, novamente, poderá vender os mais altos interesses e as maiores riquezas do Brasil aos chefetes e cafetões em Washington, aos super-ricos, que terão conseguido voltar ao comando, para garantir que vão e lá fiquem, no lixo, os programas sociais que estavam dando chance justa aos brasileiros mais pobres.

Na sequência, as petroleiras transnacionais se mudarão para a Amazônia.E será o fim do “sonho do Brasil”, da democracia com características brasileiras. O Brasil terá sido apunhalado pelas costas, e pelo próprio Congresso Nacional, em Brasília.

Mas e os que estarão, nesse fim de semana, fazendo avançar o projeto de desgraçar o Brasil, por acaso perdem o sono? Claro que não, porque todos têm os bolsos gordos de dólares – dólares, não reais. Mas, e fiquem sabendo todos, o eleitorado brasileiro, hoje traído e apunhalado pelas costas, tem o direito de conhecer quem votou ativamente pela desgraça do Brasil, e haverá de saber quem, eleito para representar o povo do Brasil, traiu-o tão miseravelmente.

Esperemos que fracasse a maioria de dois terços dos votos necessária para o golpe contra a presidenta sem crime e que o Brasil possa prosseguir nas suas políticas públicas para fazer do mundo um lugar melhor, resgatando os brasileiros mais sacrificados por décadas de miséria gerada pelos mesmos que, hoje, ainda conspiram para destruir a democracia brasileira.

Aconteça o que acontecer, haverá eleições dentro de dois anos. Que os brasileiros deem bom uso ao próprio voto.

FONTE: http://www.ocafezinho.com/2016/04/15/golpistas-traidores-querem-colocar-o-brasil-de-joelhos/